Relatos da infância
Minha infância sempre foi repleta de leitura. Tive contato com a leitura desde que me “entendo por gente”.
Sou a mais nova de três irmãos e meus pais sempre compravam livros e HQs para os filhos, então eu como a mais nova tive o privilégio de desfrutar de inúmeros livros e HQs ( pois sempre levava a vantagem de ter os meus e poder ler os deles). Principalmente quando viajávamos meus pais compravam as revistas ou livros do lugar onde estávamos e isso me encantava.
Adorava me imaginar dentro daquelas histórias de fantasias principalmente Monteiro Lobato. Ele é até hoje meu favorito, que leva nossas “cabecinhas” a mundos não imagináveis, me deliciava cercada de todas as histórias dele que tive acesso na minha infância, que admito foi muito privilegiada.
Sou a mais nova de três irmãos e meus pais sempre compravam livros e HQs para os filhos, então eu como a mais nova tive o privilégio de desfrutar de inúmeros livros e HQs ( pois sempre levava a vantagem de ter os meus e poder ler os deles). Principalmente quando viajávamos meus pais compravam as revistas ou livros do lugar onde estávamos e isso me encantava.
Adorava me imaginar dentro daquelas histórias de fantasias principalmente Monteiro Lobato. Ele é até hoje meu favorito, que leva nossas “cabecinhas” a mundos não imagináveis, me deliciava cercada de todas as histórias dele que tive acesso na minha infância, que admito foi muito privilegiada.
O PODER DA LEITURA
As lembranças que trago de minha infância são muitas, mas infelizmente a leitura não está entre elas. Não líamos porque não tínhamos o que ler.Como a maioria das crianças do lugar ao terminar a quarta série parei de estudar por não haver escola por perto.
Foi por volta dos treze anos que comecei a ter alguma experiência com a leitura, pois meu pai, até então agricultor, deixou a vida antiga para aventurar em coisa nova: ser comerciante. Comprou uma “venda” no sítio e fornecia os gêneros alimentícios (ou não) aos outros moradores. Naquele tempo as compras eram embrulhadas em jornal antigo. Meu pai comprava-os em fardos para esse fim. Eu, sempre que precisava ajudar meus pais ficando na venda no meio do dia, quando praticamente não havia freguesia, matava o tempo olhando os jornais do fardo. Geralmente não lia nada, pois as notícias, além de antigas, eram de uma realidade que nada tinha a ver com a minha e não possuíam imagem, ilustração, nada que pudesse chamar minha atenção. A cada renovação do fardo, lá estava eu procurando “não sei o quê” como dizia meu pai, bravo com o fato de eu bagunçar o jornais e nunca arrumá-los. Mas como dizem que “quem procura, acha”, eu acabei encontrando alguns suplementos femininos, em alguns jornais, que de alguma forma me interessavam: moda, beleza, etiqueta, etc.
Nessa eterna busca encontrei, um dia, no balcão da venda, um exemplar de uma revista em quadrinhos, não sei se deixada lá por algum freguês, o que era quase impossível, ou encontrada junto aos jornais de embrulho. Só sei que fiquei apaixonada. Li, reli, mostrei para quem tive oportunidade. Quando mais tarde li “Felicidade Clandestina”, da Clarice Lispector, entendi toda a emoção da personagem ao me lembrar dessa primeira revista que li.
Nessa época descobri também as revistas de fotonovelas, muito na moda entre as moças. Sempre que ia à cidade, umas quatro ou cinco vezes ao ano, comprava as tais revistas e me deliciava.
Quando estava com mais ou menos quinze anos, surgiu a oportunidade para os moradores da zona rural pudessem estudar, mas eu já me achava incapaz de, na escola, acompanhar qualquer conteúdo e, por isso, não quis. Meus irmãos, mais novos que eu, voltaram a estudar e foi através deles que a leitura começou a fazer parte da minha vida uma vez que levavam para casa livros que lhes eram emprestados por uma semana, para lerem e fazerem prova. O primeiro deles foi “A ilha perdida” da série Vaga-lume. Li-o avidamente, à noite, com luz de lamparina que fazia com que o nariz ficasse cheio de picumã (espécie de fuligem liberado pelo pavio na queima do querosene), porque durante o dia o livro era dos “manos”.
Assim li também, os outros que levaram para casa: “Coração de onça”, “Cem noites tapuias” “Éramos seis” entre outros. Graças a isso no ano seguinte pedi que meu pai me matriculasse na escola e com dezesseis anos entrei para a primeira série do ginásio, atual sexto ano do ensino fundamental. De lá pra cá a leitura passou a fazer parte de minha vida como algo essencial.
Quanto à escrita, eu sempre gostei de escrever e as cartas para os tios foram os primeiros textos reais que produzi. Tinha também meu caderno de poesias que usava sempre que precisava desabafar, mas raramente mostrava para alguém. Quando o fazia, recebia elogios, mas a timidez não me deixava expor meus textos e com eles meus sentimentos.
Professora ROSERLEY APARECIDA LEPAMARA ROMÃO
Belas recordações

Professora SILVIA REGINA CASTRO FRANCO DE ALMEIDA
Minhas experiências com a leitura
Então, minhas experiências com a leitura e a escrita se deram desde muito pequena, pois minha mãe gostava de fazer leituras de jornal, revista, enfim, material informativo. E assim comecei me interessar, e ficava junto dela para olhar as letras e tentar decodificá-las. Minha mãe por sua vez me mostrava as letras e o nome delas, e assim aos poucos fui juntando as letras, depois as palavras e depois as frases.
Na escola como eu já sabia ler, minha professora me fez de ajudante, para que assim pudesse ensinar outros alunos que tinham dificuldades